Uma tecnologia que permite adaptações e evoluções pode ser vital para o sucesso dos franqueadores e franqueados que estão se estabelecendo no segmento, visto que esses desbravam mercados, testam clientes e maturam os shoppings recém-lançados em regiões cada vez mais afastadas.

No mundo das franquias, especialmente as menores ou não tão conhecidas, várias são as dificuldades enfrentadas pelos franqueados. As grandes marcas dispõem de benefícios que facilitam muito num momento de crise ou adversidade, como, por exemplo, a unidade vir a ser instalada num shopping em maturação.

As franquias localizadas em shoppings conhecidos, com um público consumidor já consolidado, costumam apresentar um lucro significativo e garantido, o que atrai empresários para o ramo. Entretanto, o par resultante da combinação ponto comercial e franquia de renome é muito disputado. Precisamos ressaltar que tudo tem um início e é justamente sobre este ponto que quero debater.

Em um shopping recém-construído em que os clientes ainda devem ser conquistados, várias são as intempéries: a instalação elétrica normalmente apresenta defeito; acontecem problemas com o fluxo de mercadorias; os fornecedores ainda não entregam determinados produtos na região; o projeto geralmente não sai exatamente como o esperado; o planejamento de frequência para o ponto quase sempre é superestimado; o espaço adquirido acaba sendo pequeno para a implantação da franquia segundo as exigências do franqueador, entre outros imprevistos.

Num shopping novo ou, como dizemos, em processo de maturação, além de esperar e cobrar uma política da própria administração do complexo lojista para atrair consumidores, investir em publicidade dentro e fora do estabelecimento, é preciso perseverar, arregaçar as mangas e trabalhar, trabalhar muito, pois muitas são as adversidades.

Os problemas enfrentados por uma pessoa que está começando um negócio parecem intermináveis, razão pela qual a escolha de um franqueador comprometido é importante. Neste momento, a automação pode fazer a diferença tanto para o franqueador quanto para o franqueado, e a utilização de softwares de controle que permitem pequenas adaptações para o lojista pode tornar-se necessária.

É muito comum, neste momento, o próprio estabelecimento precisar de uma adequação em seu modelo e em seus processos, e por efeito cascata nascerem pontos críticos de controle. Um bom sistema de software pode ajudar na velocidade da solução, desde que o mesmo seja capaz de adaptar-se às novas peculiaridades e necessidades do empreendimento.

Para o franqueado, os sistemas poupam não só tempo, mas também oferecem um controle preciso do que está sendo comprado, vendido, perdido e até mesmo do que foi emprestado para o vizinho, evento típico num parque recém-inaugurado. Já para o franqueador, ferramentas ágeis de consolidação e monitoramento são fundamentais para garantir a sobrevivência de seus clientes. O sistema deve dar a visão clara e rápida de quais franqueados estão fora do padrão, quais estão cometendo erros clássicos e quais regiões ou filiais não se adaptaram aos parâmetros da empresa.

A saída que alguns empreendedores vêm apresentando é a negociação com os franqueadores, que também possuem interesse no sucesso do negócio. Mais complicado, porém possível, é negociar com os shoppings. Temos que lembrar que ambos são “sócios” do empreendimentos, isto é, ambos recebem porcentagem sobre o faturamento.