crescimento-food-serviceMesmo com a crise econômica, o setor de alimentação fora do lar deverá crescer 7,7% esse ano, é o que afirma o Instituto Food Service Brasil (IFB). Em 2015, esse setor obteve aumento de 6,2%. O setor tem demonstrado um bom desempenho frente a momentos conturbados na economia.

No total, o food service tem faturamento estimado em R$ 60 bilhões em 2016, com 220 mil funcionários, em quase 10 mil pontos de venda. Esses números demonstram a força da alimentação para gerar empregos e movimentar a produtividade no país. Junto ao turismo, a alimentação consegue alavancar números altos a cada ano. Especialistas afirmam que, por ser um bem necessário da população, o food service tende a sofrer menos diante de possíveis oscilações no mercado.

Motivos para investir na alimentação fora do lar é o que não falta. Esse segmento conseguiu não repassar a alta da inflação para os clientes, conforme informações do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Enquanto o preço dos alimentos aumentou de 12,9% para 17,79% nos últimos 12 meses, a inflação para o food service ficou na média de 8,68%. Ou seja, comer em restaurantes está mais barato que comer em casa.

Em consequência desses dados, as pessoas têm mantido a alimentação fora de casa e os restaurantes estão sendo beneficiados com a movimentação em seus estabelecimentos. Além desses quesitos, os últimos anos foram marcados por grandes eventos mundiais, principalmente os esportivos, que pesaram positivamente no lucro destinado ao food service.

Durante esse ano, alguns fatores fizeram o preço de alguns alimentos subirem, como mudanças climáticas. A falta de chuvas no sul do país teve consequência no preço do feijão, com aumento durante esse ano. Como um prato típico das refeições brasileiras, os restaurantes precisaram usar a criatividade para manter os preços para repassar ao consumidor. A solução adotada por alguns foi a mudança do feijão-carioca para outros tipos de feijões, como o preto e o de corda.

Embora esses preços tenham desmotivado empresas de alimentação, nas olimpíadas Rio 2016, onde o fluxo de turistas sofreu aumento, o setor de alimentação cresceu 45%, é o que afirma a SindRio. Influenciados pelo movimento turístico, os estabelecimentos de food service investiram em pratos típicos para atrair a clientela.

Jornais internacionais elogiaram pratos consagrados, como a feijoada, o pão de queijo e o brigadeiro. Em alguns portais de notícia, receitas ilustravam o que poderia ser feito na casa dos visitantes que passaram pelo Brasil.

Alguns restaurantes de alta gastronomia viram sua movimentação quadruplicar durante o período das olimpíadas.

O aumento de consumo durante as olimpíadas também foram observadas em outras partes do país, como em Belo Horizonte. Em áreas turísticas, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) estipulou o crescimento de 15% no consumo desses estabelecimentos.

Gestão de Compras: Qual a melhor forma de otimizar esse processo?

Com o aumento do preço de alguns alimentos, os setores de compra precisam usar estratégias para adquirirem produtos de forma assertiva, ou seja sem que consumidor sofresse tanto com esses aumentos. O Departamento de compras busca menores preços, novos fornecedores e novos produto, contudo, também é importante trabalhar bem os processos objetivando a redução dos custos e evitando uma má gestão em toda a logística da cadeia de suprimentos. É fundamental contar com uma solução com excelência na gestão de compras focada no segmento de alimentação fora do lar, no food service.

Leia mais sobre compras nas publicações: 

  1. Inteligência nas compras e Redução de custos
  2. Investir em novas soluções ou em equipe? 
  3. Comprar bem requer tempo para negociar e analisar o mercado. 
  4. A porcentagem de redução de custos pode variar de 5% à 10% a partir de uma boa gestão

Fazer a compra de produtos e serviços da empresa pode ser um importante processo para melhorar o desempenho e evitar gastos desnecessários. A gestão de compras analisa fatores essenciais para deixar o negócio mais rentável. Esse processo também é importante por envolver vários setores dentro de uma empresa, já que os produtos poderão ser usados por vários funcionários.

Para fazer as compras, é preciso levar em conta três fatores fundamentais: preço, quantidade e funcionalidade. O primeiro fator, o preço, vai depender da quantidade de fornecedores presentes no mercado e a concorrência entre eles. Além desses fatores que alteram os custos, a quantidade do produto no mercado e as condições meteorológicas são quesitos que interferem no valor de um item.

O segundo fator, fundamental em uma compra, é a quantidade. Saber quanto será gasto em determinado tempo contribui para diminuir o desperdício de matérias-primas. Quando se trata de bens perecíveis, esse cuidado deve ser dobrado. Comprar excessivamente pode mudar significativamente a receita da empresa.

Por último, mas não menos importante, está a funcionalidade dos produtos comprados. Para fazer uma boa gestão desse processo, é necessário avaliar a qualidade dos produtos e a experiência com marcas. Muitas vezes, algo com menor preço pode não ser a escolha mais consciente sobre.

Para fazer os números da alimentação crescerem, muitas empresas têm investido em negócios mais segmentados para atrair os clientes. Produtos saudáveis e serviços personalizados são exemplos de tendências vivenciadas por esse setor.

Uma tendência no mercado de alimentação é o consumo de produtos saudáveis. De acordo com a Consultoria Euromonitor,o Brasil é o quinto maior mercado desse segmento, com volume de vendas em US$ 27,5 bilhões em 2015. Outro dado importante diz respeito a rapidez desse crescimento, onde o mercado brasileiro teve aumento de 20% desde 2012. Enquanto isso, o mercado mundial manteve a média de 8%.

A preocupação com a saúde faz com que o segmento de saudáveis se desenvolva mesmo em cenários conturbados, com o corte de gastos feito por brasileiros. Em uma pesquisa realizada pela Mintel, 83% dos entrevistados disseram estar dispostos a gastar com esses produtos. Além disso, 30% dos consumidores desejam ter mais variedade no varejo.

A demanda demonstrada por esses números mostra uma oportunidade para empreendimentos naturais ou saudáveis, onde o volume de crescimento brasileiro ultrapassa a de grandes países. Pensando nisso, algumas empresas focadas nesse mercado deram início a produtos diferenciados para os consumidores.

Os produtos saudáveis também invadiram as prateleiras de supermercados e estão sendo a aposta de grandes marcas de sobremesas. Por exemplo, foram lançados chocolates com diferentes variações de cacau para atrair consumidores. Outro fator importante é que a produção desses chocolates é fabricado na opção branca para diminuir a quantidade de gorduras e açúcares.