George Lima

O diretor da Teknisa, George Lima, se apresentou durante a Equipotel 2016, no dia 20 de setembro, terça-feira. O evento é conhecido como a maior feira de hotelaria da América Latina. Essa edição foi realizada no São Paulo Expo, durante os dias 19 e 22 de setembro, com público estimado em 55 mil pessoas.

A palestra apresentada por George fala sobre disruption no food service – também chamado de rupturas. Essas rupturas mostram a importância de mudanças para o desenvolvimento de diversos mercados. Para ter uma ideia, a própria imagem da pipoca no cinema surgiu do comércio popular em frente aos teatros. Por consequência, hoje temos um grande serviço alimentício oferecido, cada vez mais tecnológico e automatizado, dentro dos cinemas.

Um exemplo mais atual é o surgimento de transportes paralelos ao táxi, como é o caso do Uber. De acordo com George, em seu artigo para a revista Food Service News, dizer que os garçons possam ser extintos de restaurantes provoca a mesma polêmica. No entanto, os restaurantes estão mudando cada vez mais, e os empresários que não conseguirem adaptar a essas mudanças podem ficar presos no tempo.

Antes, grandes redes de alimentação adotavam comandas de papel e o risco de erros era muito maior. Hoje, é quase impossível ver grandes marcas sem o uso de tecnologias para melhorar o atendimento.

Historicamente, os restaurantes surgiram de uma ruptura no sistema em que a sociedade estava inserida. A palavra restaurante vem de um caldo que era servido com diversos ingredientes, deixando as pessoas mais fortes. Como estabelecimento, o surgimento desse negócio pode ter acontecido em 1782, em Paris. Antes, as pessoas costumavam comer em cozinhas de ruas em balcões improvisados.

De acordo com a apresentação feita por George, a expectativa é que os restaurantes sofram muito mais mudanças com o passar do tempo. Em uma pesquisa apresentada pela Expo Milano, em 2015, mostrou várias tendências para esse mercado, como a informatização nos produtos comprados. Os consumidores estão ficando mais preocupados com a origem do que consomem e isso vai refletir na embalagem de alimentos, com cores e informações sobre sua composição.

Além disso, a previsão da Expo Milano é que em 2050 o número de pessoas para se alimentar seja muito maior, ou seja, em torno de 9 bilhões. Então surge uma questão: Como suprir essa demanda? O principal desafio desse mercado será usar novos alimentos, como insetos, hambúrguer feito de algas marinhas, sucedâneo de frango etc. Diante desse cenário, as empresas de alimentação precisam se preparar para o novo mercado no futuro, tanto na produção quanto no atendimento.

Suprir a demanda e propor um novo atendimento para os clientes são algumas questões propostas na palestra sobre “Disruption no Food Service”, com exclusividade na Equipotel 2016, por George Lima. Além de diretor da Teknisa, Lima também é articulista da Revista Food Service News, na qual fala sobre economia, inovação e tecnologia para melhorar a gestão de empresas.