Um forte segmento do mercado de food service é composto pelas empresas prestadoras de serviços corporativos de alimentação. Muito já evoluiu a composição de produtos e serviços oferecidos por estas empresas, ditas concessionárias de alimentação. E são justamente estas empresas que têm se atentado recentemente para uma gorda e importante fatia na composição de seus faturamentos, que são os serviços de facilities. A tradução pura parece ser facilidades, e bem poderia ser, pois elimina uma tremenda dor de cabeça para as empresas contratantes. Instalações sim é a tradução fiel para o português. Cuidar das instalações corporativas tem sido a forma encontrada por estas concessionárias de abrir novos mercados e penetrar nas concorrências, expandindo a prestação de serviços para algo além do fornecimento de alimentos e bebidas. Afinal, se elas já firmaram contrato com determinados clientes e conquistaram a confiança desses – a parte mais difícil -, por que não passar a oferecê-los outras soluções, como, por exemplo, funcionários de limpeza? Na Europa, algumas bibliografias passam inclusive a incluir o segmento facilities dentro do setor de Food Service.

As empresas do setor estão vendo no facilities uma nova oportunidade de mercado, uma maneira de ampliar sua oferta de produtos e, consequentemente, obter lucros. Porém, como é difícil uma única companhia integrar serviços de todas as áreas – já que os processos são diferentes -, ela acaba optando por focar em uma ou outra. Por outro lado, quanto maior a oferta de serviços oferecidos, melhor para a empresa – que ganha em faturamento – e para o cliente, que tem otimização e economia.

É bom que se tenha consciência que é das empresas de facilities a responsabilidade de definir o que sai mais barato e é mais eficiente para os clientes. Por exemplo, em um condomínio de determinada firma onde há cinco portarias, seriam necessários quatro porteiros – já que o serviço é 24h e há folga. Isto é, seriam necessários 20 funcionários. Cabe ao facilities indicar para o contratante que seria melhor para ele, por exemplo, escolher portarias onde podem ser utilizados sistemas de segurança com câmeras, ao invés de pessoas.

Outra vantagem que os facilities geram e que têm levado os empresários a buscá-los é a redução de custos em equipamentos. Se uma firma precisa comprar determinado aparelho, esse sai por um preço específico. Já quando é função da empresa de facilities oferecê-lo – como o número de aparelhos comprados por ela será maior -, ele sai mais barato e essa economia pode ser repassada aos clientes, e apresentada até mesmo na proposta comercial.
Existem hoje poucas ferramentas no mercado específicas para facilities. Sistemas que fornecem orçamentos, sistema de folha com controle de frequência ou controle de estoque são comuns. Fica aí a dica de buscar aquele que tenha tudo isso integrado. Por isso, é preciso prestar atenção na escolha do software, já que alguns são mais completos do que os outros. É preciso estar atento também à capilaridade do fornecedor – isto é, os pontos que ele atende -, além da utilização ou não de dispositivos móveis, que facilitam o controle da gestão.

Quando se fala de facilities, há referência às pessoas que são locadas, à propriedade – eficício, condomínio ou restaurante que precisa ser cuidado – e aos processos de gestão. É uma solução que, literalmente, facilita a vida dos contratantes, combinando pessoas com tecnologia.