Segurança na internet

O Dia da Internet Segura foi comemorado mundialmente, na última terça-feira (7). Nessa data, organizações que têm  envolvimento com a rede se unem para divulgar ações e conscientizar a sociedade quanto à responsabilidade e os cuidados que são necessários para uma navegação segura.

Neste ano, mais de cem países estão comprometidos em difundir o uso ético do espaço virtual e combater as ameaças que vão desde vazamentos de dados até a disseminação de cyberbullying, exposição exagerada, notícias falsas, pedofilia e discursos de ódio e preconceito.

Os avanços tecnológicos permitem que criminosos atuem com mais agilidade devido as transações financeiras online e a comunicação à distância. Para se ter ideia, de 2015 pra cá, casos de vazamentos de conteúdos íntimos tiveram um aumento de 200% – desse total, 81% das vítimas são mulheres. No entanto, embora muitos usuários acreditem no anonimato por trás das telas, é bom ressaltar que a cada dia são produzidas mais ferramentas capazes de monitorar e rastrear todos os passos virtuais que são dados.

A internet é uma ótima fonte para buscar e compartilhar informações. Mantendo o bom senso, agindo com responsabilidade e ética é possível ter uma navegação segura. Ponderar os conteúdos postados, fazer uso de um bom antivírus e denunciar os crimes presenciados virtualmente são atitudes simples que fazem toda a diferença.

O buraco é bem mais embaixo

A guerra cibernética por uma internet segura vai muito além de lutar contra vazamentos de redes sociais, invasão de e-mails e roubo de senhas de cartões de crédito. A disputa já tomou proporções mundiais e, a cada dia, governos de centenas de países buscam mecanismos para combater as ações dos hackers – que atuam por questões políticas, religiosas ou ideológicas.

Depois do ataque terrorista em Paris, o grupo Anonymous assumiu a frente de diversos ataques contra o Estado Islâmico. Além de rastrear e excluir as contas do Twitter, também lançou um manual convidando outros hackers a aderir as ações e prometeram mais ataques efetivos para os próximos anos. Até mesmo o Governo brasileiro já foi vítima, ao ter os sistemas de e-mail do Itamaraty invadidos.

Você está seguro?

Os casos de sequestros de dados também têm aumentado consideravelmente. A CodeSpaces fechou as portas depois de se negar a pagar a um hacker o resgate dos seus dados – que estavam armazenados somente na nuvem.

Isso só mostra o quanto é importante ter cuidado ao escolher quem vai implantar e gerenciar seus sistemas. É preciso estar atento à todos os mecanismos de segurança que essas empresas oferecem. Além do risco com o próprio negócio, é primordial garantir que os clientes também tenham seus dados protegidos.