Muitos são os desafios dentro de uma cozinha no food service. Dentre eles, um, em especial, parece chamar mais a atenção: a organização do trabalho tendo em vista um tipo de tecnologia direta e acessível, que atenda as necessidades das empresas e consumidores. Não podemos falar de crescimento sem nos atentarmos à sua consolidação de maneira satisfatória. É justamente nesta questão que entram os artifícios essenciais para a agilização dos afazeres diários. O Kitchen Display System (KDS) é um exemplo desta realidade. Por meio deste sistema, é possível ter um controle de excelência dentro do estabelecimento. Isso porque ele é capaz de alinhar duas características  imprescindíveis na produção alimentícia: tempo e disponibilidade de maquinário.

Vejamos exemplos práticos: num restaurante, uma mesa que possui quatro consumidores e, consequentemente, quatro pedidos diferentes, precisa ser servida ao mesmo tempo. O momento em que cada receita fica pronta deve ser também semelhante. Isso implica, portanto, em iniciar as preparações em momentos diferentes, pois o tempo que demanda cada preparação varia de acordo com a receita. Além disso, há receitas que precisam iniciar a preparação no dia anterior ou ficar “curando” por alguns dias. É fundamental ter sempre uma ótima administração dos equipamentos disponíveis na cozinha ou na produção, pois eles também são um dos principais itens influenciadores nos prazos de cocção.

Outros estabelecimentos também merecem atenção especial. É interessante, principalmente nos hospitais que possuem serviços melhores e similares aos de hotelaria, que as refeições de uma ala ou andar sejam disponibilizadas nos trollers de transporte ao mesmo tempo, para que todos os clientes ou pacientes daquele setor tenham refeições quentes e saudáveis. O mesmo é válido para refeições de voos, principalmente os internacionais, que, quanto mais perto do horário dos voos estiverem prontas, mais salutares e nutritivas estarão. Por meio do KDS, isso torna-se possível, por ser uma ferramenta que revela qual alimento deve ser processado a seu tempo e os aparelhos disponíveis para tal.

Mas, claro, esta é apenas uma das etapas do processo. Não podemos nos esquecer de que junto à aparelhagem técnica, devemos investir em soluções humanas. Em muitas empresas, o KDS já é uma realidade e os colaboradores trabalham inseridos nesta cultura. É preciso nos atentarmos ao relacionamento destes com o consumidor final. Orientação é fundamental para que não somente os processos organizacionais sejam bem administrados, mas para que os que são servidos por eles se satisfaçam plenamente.

Em uma rede de fast food, por exemplo, um cliente que é atendido primeiramente no caixa pode ter seu pedido efetivado após uma segunda pessoa, que, na ordem da fila, estava em terceiro ou quarto lugar. Se o KDS opera como potencializador de possibilidades e mostra quais alimentos demandam menos tempo de produção e as máquinas disponíveis para isso, é essencial que os colaboradores justifiquem esta operação aos clientes, deixando-os cientes da otimização dos processos. Assim, garantirá o apoio destes, que se enxergarão como únicos em sua demanda.