Se você é antenado(a) às novidades da tecnologia, é muito provável que já tenha ouvido falar em Inteligência Artificial.

Mas, você entende esse conceito e como essa tendência tem revolucionado o mercado nos mais diversos segmentos?

No post de hoje, vamos explicar como a Inteligência Artificial se projeta para o cenário de Food Service, e o que os gestores ganham investindo na tecnologia.

Quer saber mais? É só continuar acompanhando logo abaixo!

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O mercado mudou. Mas, de que forma?

Primeiramente é importante entender como o mercado tem mudado e que tipo de soluções os consumidores esperam.

Hoje, seus clientes já não são mais os mesmos. Isso é fato.

Tal mudança de comportamento se dá principalmente ao constante avanço tecnológico, que coloca o consumidor em uma posição de destaque, permitindo mais autonomia a cada indivíduo. Isso principalmente na forma de lidar com o mercado.

Essa mudança é defendida por Philip Kotler no livro “Marketing 4.0”. O autor afirma que: “Com um alcance tão maciço, a conectividade transforma o modo como os consumidores se comportam”.

Ou seja, com o avanço das ferramentas digitais e meios de comunicação, as pessoas passam a ocupar um lugar ainda mais importante no processo de compra, e sua atenção e exigência com o que é ofertado praticamente dobram.

Esse novo comportamento tem exigido um posicionamento diferenciado dos gestores no mercado, até mesmo para atender às expectativas de seus consumidores.

Nesse contexto, a Inteligência Artificial surge como uma solução para lidar com esse cenário cada vez mais exigente.

Por meio de soluções que contemplam, principalmente, a melhor experiência dos clientes, esse segmento de mercado tem se desdobrado em diversas funcionalidades com o intuito de realizar um atendimento cada vez mais personalizado e memorável.

E qual a parte mais interessante? Nós já estamos cercados pela Inteligência Artificial!

Seja um aplicativo que reconhece as pessoas através de uma imagem ou que exigem acesso por meio de sua digital, o fato é que essa é uma realidade que se tornará cada vez mais comum em nosso dia a dia.

Mas, você entende o conceito na prática? Então continue acompanhando a leitura!

O que é Inteligência Artificial?

A Inteligência Artificial (do inglês AI – Artificial Intelligence) é definida um segmento de pesquisa da ciência da computação que se projeta por meio de softwares ou dispositivos móveis que simulam a inteligência humana.

Isto é, a capacidade de pensar e de tomar decisões.

Em outras palavras, máquinas inteligentes aptas para interagir e resolver problemas como seres humanos.

Surgida na década de 50, o conceito de IA veio da ideia de fazer com que algum tipo de ferramenta fosse capaz de reproduzir as ações e os pensamentos de um ser humano.

Os principais idealizadores da Inteligência Artificial foram os cientistas Hebert Simon, Allen Newell, Jonh McCarthy, dentre outros que iniciaram suas pesquisas com o objetivo em comum de criar um “ser” que fosse capaz de simular a vida de um ser humano.

O avanço computacional possibilitou mais espaço e crescimento ao estudo de IA, além da vontade unânime dos pesquisadores de fazer com que uma máquina não apenas reproduzisse uma ação humana, como também pudesse ter a capacidade de pensar, sentir e de criar.

Hoje, a Inteligência Artificial já é uma realidade comum em vários países, seja no ramo comercial ou corporativo. Inclusive, ela é apontada como tendência para os anos seguintes, e muitas empresas já têm investido no segmento, principalmente para melhor aproveitar a grande quantidade de dados acumulados (Big Data).

Por exemplo, a empresa SAS, pioneira em BI (Business Intelligence) investiu o montante de U$S 1 bilhão em Inteligência Artificial para os próximos três anos. Um valor bastante expressivo, certo?

Definida como parte de uma análise preditiva, a Inteligência Artificial também contempla outras áreas complementares como Machine Learning e Deep Learning, além de subáreas como PLN (Processamento de Linguagem Natural), dentre outras.

Inteligência artificial

 

Machine Learning, Deep Learning… como funciona a Inteligência Artificial?

Agora que você já sabe o que é Inteligência Artificial, que tal entender como ela funciona?

Para isso, vamos definir alguns termos relacionados à essa tendência tecnológica para facilitar a sua compreensão sobre esse assunto. Vamos lá?

Machine Learning

O Machine Learning (ou ML) é o aprendizado da máquina.

Ou seja, é programar o sistema para que ele aprenda, por meio de algoritmos já pré-definidos, a compilar dados e atribuir significado a cada informação. Em outras palavras: é como se a máquina se ajustasse para dar uma resposta de acordo com o que ela já possui disponível para análise.

Por exemplo: aplicativos que orientam a direção dos usuários via GPS. Esses apps trabalham com as novas informações a todo momento, cabendo à essa inteligência sugerir o melhor trajeto aos motoristas por meio do cálculo de rotas, trânsito, dentre outros.

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Deep Learning

Por sua vez, o Deep Learning é definido como aprendizado profundo da máquina.

Deste modo, é como criar uma rede neural ao sistema, permitindo a ele uma capacidade cognitiva de reconhecimento e interpretação de dados.

É o caso de aplicações que envolvem reconhecimento facial e tradução simultânea, por exemplo. Em ambos os casos, as tecnologias trabalham por meio da computação cognitiva.

Porém…

Vale lembrar que o principal instrumento de trabalho da Inteligência Artificial são os dados. Ou seja, informações que devem ser imputadas às ferramentas por quem utiliza a solução.

Isso quer dizer que os sistemas e dispositivos que trabalham com essa tecnologia deverão ser nutridos com os dados corretos e necessários para a entrega de resultados.

No entanto, qualquer informação que estiver errada influenciará diretamente no resultado final, já que a IA não é capaz de sinalizar qualquer imprecisão causada por alguma falha humana.

Além disso, os sistemas costumam desempenhar funções específicas para cada setor. Isto é, cumprem determinadas tarefas e nada além disso.

Por isso, não espere que um software destinado para uma função X desempenhe esse trabalho e mais outra funcionalidade Y.

A Inteligência Artificial ainda não se comportam como seres humanos. Fica a dica!

Inteligência Artificial e Food Service: você já faz parte dessa realidade!

Como dito acima, hoje, a Inteligência Artificial já está presente em nosso dia a dia, e as projeções provam que essa inclusão será cada vez mais comum daqui pra frente.

Você sabia que nos Estados Unidos, no ano de 2017, 61% dos gestores já haviam implantado alguma solução de IA em sua empresa?

Esse dado comprova como esse investimento tem sido expressivo em outros países, o que torna sua inserção no mercado brasileiro ainda mais viável.

É claro que, quando falamos de Inteligência Artificial, estamos englobando os mais diversos segmentos do universo comercial e corporativo.

Neste caso, vamos avaliar um pouco mais de perto como esse tipo de tecnologia pode impactar o cenário de alimentação fora do lar, contribuindo para mais praticidade no atendimento aos clientes, o que gera mais satisfação com o serviço prestado.

Que tal conferir algumas dessas tendências?

Internet das Coisas (IoT)

O conceito de Internet das Coisas (do inglês, Internet of Things) é definido como uma rede de dispositivos e itens presentes em nosso dia a dia que estão conectados à internet e que se comunicam entre si.

A ideia principal é a junção do mundo físico com o digital (conceito similar com o Phygital). Deste modo, é como se objetos cotidianos como dispositivos móveis, eletrodomésticos e até carros estejam conectados à internet, possibilitando uma interação mais inteligente e sensorial com o mundo.

Um exemplo são as smart TVs que possibilitam uma conexão com redes de streaming, ou até mesmo uma geladeira com tela acoplada para consulta às informações e notícias do dia.

No cenário de alimentação fora do lar, a IoT pode ser apresentada por meio da interação do cliente com seu smartphone ou pulseira inteligente, podendo solicitar e agilizar o pagamento de contas, tornando o processo ainda mais prático.

A tecnologia KDS (Kitchen Display System) também é um exemplo de aplicação da Internet das Coisas no setor de Food Service. Por meio da integração entre um software de Ponto de Venda (PDV), os atendentes, usando tablets, enviam os pedidos diretamente à equipe da cozinha, sendo exibidos em uma tela com o tempo necessário de preparo e entrega dos pratos. Além disso, dentro dos refeitórios terceirizados em empresas, hospitais, escolas e catering aéreo, o KDS auxilia quanto ao tempo de produção e quantidades, que é a produção cadenciada.

A tecnologia IoT também pode ser utilizada para o controle de temperatura e tempo de reposição das cubas nos restaurantes. No dia a dia, as gerentes de unidade podem ter muito trabalho para controlar a cubas, pois é necessário fazer anotações o tempo todo e a partir disso tomar as decisões.

Com a nova tecnologia, ocorre a captação de imagem, o que possibilita saber que tipo de alimento está na cuba (já que alguns são mais pesados que outros), e a temperatura utilizando sensores energizados para a verificação. O cruzamento destes dados e da informação repassada de forma rápida resolve problemas enfrentados pelas gerentes de unidades.

A IoT também pode ser usada para controlar a temperatura em câmaras frias de armazenamento de alimentos — como carnes e frios — e caminhões que transportam este tipo de carga por meio de sensores energizados. Assim, a tecnologia permite um controle à distância, sinalizando aos gestores ocorrências em tempo real, como por exemplo: se o motor dos freezers pararem ou se há problemas com a temperatura. A partir disso, tomam-se as devidas providências em tempo hábil.

Chatbots

Os chatbots são assistentes virtuais que buscam atender ou solucionar alguma dúvida do usuário. Hoje, essa tecnologia tem sido cada vez mais utilizada por empresas dos mais diversos setores em seus sites e redes sociais.

No cenário de alimentação fora do lar, os chatbots já são designados para ajudar os clientes com seus pedidos, permitindo inclusive a personalização do produto a ser adquirido.

É o caso da rede de cafeterias que apostam na tecnologia de chatbots em seu aplicativo, permitindo que seus clientes realizem seus pedidos por meio de mensagens e até comandos de voz enviados a uma barista virtual.

Assim, os consumidores se veem aptos a personalizar sua bebida com a ajuda do assistente virtual, que já encaminha o pedido para produção, podendo ser retirado posteriormente em algumas das lojas da rede.

Os bots delivery são uma opção que auxiliam os gestores a agilizar a entrega dos produtos aos seus clientes. Com a premissa de praticidade a baixo custo, os assistentes são capazes de monitorar dados do usuário (via geolocalização, por exemplo), além de estarem disponíveis a qualquer momento para o atendimento, evitando o congestionamento por mensagens ou por telefone dos atendentes humanos, o que pode causar frustração em seu público-alvo.

Mas, e quanto à adesão dos consumidores?

Saiba que o fato é que mais de 50% das pessoas preferem se comunicar com uma empresa por meio de canais automatizados de comunicação do que por telefone. Deste modo, em termos de comportamento, a proposta se enquadra nas mais recentes necessidades dos consumidores no mercado.

Além disso, os chatbots também proporcionam uma redução de custos aos empresários. Segundo uma pesquisa realizada pela Juniper Research, os assistentes virtuais irão contribuir para uma economia de até US$ 439 milhões globalmente no setor de varejo até o ano de 2023.

Object Detection (OD) e Image Recognition (IR)

A Inteligência Artificial é capaz de melhorar muitos processos no cenário de Food Service, tornando-os ainda mais estratégicos. E, nesse caso, o cardápio e a produção não poderiam ficar de fora.

Imagine um restaurante corporativo em que os colaboradores precisam passar por uma catraca com câmera para entrar

Agora pense se cada funcionário é contabilizado e esses números chegam diretamente à equipe da cozinha, que se encarregará de produzir a quantidade exata de refeições observando os picos de demanda em relação ao número de pessoas que têm que passar pelo refeitório durante o horário do almoço (produção cadenciada) para cada comensal, evitando desperdícios de alimentos.

Esse é um exemplo de como a tecnologia object detection contribui para uma gestão mais assertiva de um restaurante, por geração automática de pedidos.

A IA também auxilia a equipe da cozinha controlar as cubas que foram entregues, sinalizando o momento exato para repô-las, evitando que os consumidores fiquem sem opções de alimentos.

Além disso, os cozinheiros também terão acesso ao tempo determinado que as refeições deverão ser entregues, permitindo um controle mais estratégico do tempo de produção, e também evitando atrasos no servimento.

Na maioria dos refeitórios, fazer a contagem de pessoas que realmente almoçaram é uma tarefa difícil. Isso porque é necessária muita atenção das gerentes de unidade, que se desdobram para garantir com rigor o número de consumidores efetivos. Elas contam pratos de seus clientes, bandejas e comparam com a quantidade registrada na catraca. Infelizmente, nem sempre os valores batem. Este é um problema porque se fatura menos, já que dessa forma fica valendo o número da empresa contratante.

Existe também a tecnologia do cardápio inteligente, que tem a função de gerar um cardápio automático do zero, considerando todas as preferências definidas pela concessionária de alimentação.

Ele pode ser definido segundo as premissas para aumentar a satisfação dos consumidores das refeições, isto é, por custo desejado; frequência de pratos e ingredientes; diversificação de combinações (valor nutricional, sabores, preparação, cores, sazonalidade, etc.) e obrigatoriedades contratuais. Um solução bastante inteligente, conforme seu nome sugere.

Reconhecimento facial

O reconhecimento facial é uma das vertentes que englobam o universo de Inteligência Artificial e Deep Learning. A tecnologia, que procura reunir informações dos usuários, além de garantir a segurança dos dados em dispositivos móveis, por exemplo, pode ser comparada à biometria, e hoje tem sido utilizada por várias empresas no mercado.

Em alguns países, como a China, já é possível encontrar restaurantes que utilizam o reconhecimento facial para tornar o atendimento mais prático, contribuindo para uma experiência ainda mais diferenciada aos clientes.

Aqui, é o caso de redes de fast-food em que os consumidores podem fazer pedidos utilizando um terminal de autoatendimento tátil. Com o reconhecimento facial atrelado a um sistema de pagamento móvel, os clientes concluem a transação sem necessitar pegar a carteira no bolso. Muito prático, não é?

O reconhecimento facial também pode ser trabalhado para fidelizar mais clientes, já que a tecnologia pode associar cada cadastro às preferências pessoais, o que permite sugestões relacionadas ao gosto do consumidor.

Além disso, a tecnologia também é capaz de agregar mais autonomia ao cliente, que poderá realizar o seu pedido sem precisar de um atendente humano. Isso sem contar a praticidade no processo de pagamento, conforme explicado no exemplo acima.

Reconhecimento de Objetos

Assim como a tecnologia facial, o reconhecimento de objetos também se integra ao cenário de Inteligência Artificial como um importante componente de uma gestão mais apurada.

Por meio da identificação de elementos específicos, a solução contribui para um controle mais apurado visando melhorias no ambiente em que se encontra.

No cenário de alimentação fora do lar, podemos citar alguns exemplos, como uma câmera instalada em uma cozinha que é capaz de apontar se os colaboradores estão vestindo luvas e toucas, conforme exige o regulamento de boas práticas de mercado. Essa inteligência é capaz de sinalizar quando os trajes são inadequados e se o profissional não está equipado, alertando os gestores ou gerentes de unidade para as devidas providências, já que a utilização de EPI’s são uma obrigatoriedade e são previstas pelas leis e pelos contratos firmados com as empresas.

Outra funcionalidade é o mapa de calor, que mostra aos gestores como os comensais estão se movimentando pelo restaurante corporativo ou pátio de refeições, proporcionando uma visão mais abrangente do local. Dessa forma, se for constatado que há congestionamento em determinado espaço, os tomadores de decisão poderão adotar medidas para melhor

O mapa de calor também se aplica ao ambiente de uma cozinha, sinalizando se os funcionários têm enfrentado dificuldade em se movimentar, como esbarrar uns nos outros, por exemplo. A tecnologia sugere novas ideias de distribuição é até de disposição do layout da cozinha.

Pensando agora na experiência de compra do cliente, o reconhecimento de objetos pode auxiliar a identificar os produtos que o consumidor escolher em um estabelecimento. Imagine ter em mãos as mercadorias que você precisa e a conta já ser emitida, sem a necessidade de um atendente?

Tudo isso torna a experiência tanto do cliente quanto de colaboradores ainda mais prática e menos vulnerável a desgastes (aqui chamadas de fricção), aumentando a performance e satisfação para ambas as partes.

Dentro dos refeitórios terceirizados, a identificação de produtos alimentícios pode informar os nutrientes dos alimentos servidos. Por meio dessa tecnologia não é mais preciso ficar lendo em placas próximas às cubas. Na verdade, o consumidor poderá ter acesso a essa informação em um aplicativo, basta direcionar o seu celular no prato para conferir os nutrientes. Prático e rápido para todos, não é?

Já em redes de fast-food, a bandeja do cliente carregada pelos produtos que ela solicitou e pode ser posicionada próxima a câmera que identifica as mercadorias a serem contabilizadas. O funcionário não tem que ficar fazendo digitações, clicando e conferindo itens de pedidos/produtos. Mais agilidade no atendimento otimizando a atuação do atendente.

Conclusão

Diante de tantas novas possibilidades, além das melhorias trazidas à forma de interação com os usuários, podemos dizer que a Inteligência Artificial chegou para ficar.

Com isso, a IA cria um novo segmento no mercado, focado principalmente em experiências mais inteligentes e personalizadas com os clientes. E é claro que esse cenário também se aplica à área de alimentação fora do lar.

Fazendo uso de tecnologias como dispositivos interligados entre si (Internet das Coisas), chatbots e até reconhecimento facial, os gestores da área investem em um atendimento diferenciado, apostando suas fichas na autonomia e na satisfação dos clientes, que consequentemente fidelizam mais consumidores à marca.

Vale lembrar que qualquer solução com esse tipo de inteligência deve se enquadrar em sua proposta inicial, atentando-se à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPDP). Lembre-se disso!

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